[LIQUORFLIX] Laranja Mecânica e o Moloko Vellocet

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Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) é um filme de crime distópico britânico-americano de 1971, adaptado, produzido e dirigido por Stanley Kubrick, baseado no romance de 1962 de Anthony Burgess, Laranja Mecânica. Emprega imagens violentas e perturbadoras para comentar sobre a psiquiatria, delinquência juvenil, gangues de jovens, e outros assuntos sociais, políticos e econômicos em uma distópica Grã-Bretanha próxima ao futuro.

A adaptação cinematográfica de Clockwork Orange por Stanley Kubrick foi acidental, primeiramente Kubrick não havia se interessado pelo romance de Anthony Burgees e deixou de lado a cópia que recebera do roteirista Therry Southern. Foi graças à sua esposa, Christiane, que Stanley interessou-se em rodar e, pela primeira vez, faria sozinho o roteiro. Em futura entrevista, Christiane revela que Kubrick estava entusiasmado sobre o romance: “A trama, as ideias, os personagens e, claro, a linguagem. As funções do enredo em vários níveis: político, sociológico, filosófico e, o mais importante, a nível de um sonho psico-simbólico”. Kubrick escreveu um roteiro fiel ao romance, dizendo: “Eu acho que tudo o que Burgess tinha a dizer sobre a história foi dito no livro, mas eu inventei algumas ideias narrativas úteis e reformulei algumas das cenas”. Kubrick baseou o script na edição encurtada estadunidense do livro, que perdeu o capítulo final (restaurado em 1986).

Na história, Alex (Malcolm McDowell), o personagem principal, é um carismático sociopata cujos interesses incluem música clássica (especialmente Beethoven), estupro e o que é chamado de “ultraviolência”. Ele lidera uma pequena gangue de arruaceiros (Pete, Georgie e Dim), a quem ele chama de seus drugues (da palavra russa друг, “amigo”, “camarada”). O filme narra a horrível série de crimes de sua gangue, sua captura e a tentativa de reabilitação através da controversa técnica de condicionamento psicológico pelo Ministro do Interior nomeada Ludovico. Alex narra a maioria do filme em Nadsat, uma fraturada gíria adolescente composta de gírias rimadas eslavas (especialmente russo), inglês, e cockney.

A questão moral central do filme (como em muitos dos livros de Burgess), é a definição de “bondade” e se faz sentido usar terapia de aversão para cessar o comportamento imoral. Stanley Kubrick, escrevendo para o Saturday Review, descreveu o filme como:

“…É uma sátira social lidando com a questão de saber se a psicologia comportamental e o condicionamento psicológico são as novas armas perigosas para um governo ditatorial usar para impor grandes controles sobre seus cidadãos, e transformá-los em pouco mais do que robôs.’

Da mesma forma, no folheto de chamada da produção do filme (citado mais longamente acima), Kubrick escreveu:

“É uma história de redenção duvidosa de um delinquente adolescente pela terapia de reflexo condicionado. Trata-se ao mesmo tempo de uma discussão sobre o livre-arbítrio.”

Depois da terapia de aversão, Alex se comporta como um bom membro da sociedade, mas não por escolha. Sua bondade é involuntária, ele tornou-se o que se chama de “Laranja Mecânica” – orgânico do lado de fora, mecânico no interior. Na prisão, depois de testemunhar a técnica em ação em Alex, o capelão critica-a como falsa, argumentando que a verdadeira bondade deve vir de dentro. Isso leva ao tema do abuso das liberdades – pessoal, governamental, civil – por usar Alex, com duas forças políticas em conflito, o governo e os dissidentes, que manipulam Alex para seus fins puramente políticos. A história retrata criticamente os partidos “conservador” e “liberal” como iguais, para a utilização de Alex como um meio para seus fins políticos: o escritor Frank Alexander – vítima de Alex e sua gangue – quer vingança contra Alex e o vê como um meio de transformar definitivamente a população contra o governo incumbente e seu novo regime. O Sr. Alexander teme que o novo governo; em conversa telefônica, ele diz:

“…Recruta jovens brutais para a polícia, propõe condicionamentos debilitantes que treinam a força de vontade. Oh, já vimos isso em outros países; é o começo do fim! Antes que possamos nos dar conta teremos um Estado totalitário.”

Por outro lado, o Ministro do Interior (o Governo) prende o Sr. Alexander (o intelectual dissidente) na desculpa de Alex estar em perigo (o Povo), ao invés de mascarar o regime totalitário do governo (descrito pelo Sr. Alexander). Não está claro se ele tem ou não sido prejudicado, no entanto, o ministro diz a Alex que para o escritor foi negada a capacidade de escrever e produzir material “subversivo”, que critica o atual governo e destinado a provocar agitação política.

Tem-se observado que a imoralidade de Alex se reflete na sociedade em que ele vive. O amor da “Mulher-Gato” pela arte pornográfica hardcore é comparável ao gosto de Alex para o sexo e violência. Formas mais leves de conteúdo pornográfico enfeitam a casa dos pais de Alex e, em uma cena mais tarde, Alex desperta no hospital do coma, interrompendo uma enfermeira e médico envolvidos em um ato sexual.

Outro alvo crítico é o Behaviorismo ou “psicologia comportamental” proposto pelos psicólogos John B. Watson e B.F. Skinner. Burgess desaprovava o Behaviorismo, chamando o livro de Skinner, Para Além da Liberdade e da Dignidade (1971) “um dos livros mais perigosos já escritos”. Embora as limitações do Behaviorismo fossem concedidas por seus fundadores Watson e Skinner que argumentaram que a modificação de comportamento – especialmente o condicionamento operante (comportamentos aprendidos através de técnicas de recompensa e punição sistemáticas) em vez do condicionamento Watsoniano “clássico” – é a chave para uma sociedade ideal, no entanto, no filme o tratamento Ludovico é amplamente percebido como uma paródia da terapia de aversão, que é uma forma de condicionamento clássico.

O filme como um todo tornou-se tão influenciador e cult, que foi e é usado como referência por inúmeros artistas, como na música com os cyberpunks, a banda Blur, os Ramones, David Bowie, Led Zeppelin, Guns N’ Roses, Sepultura, U2, Lady Gaga, New Order, Landa Del Rey e vários outros. Já na televisão, South Park e Os Simpsons foram os mais marcantes.

Já no cinema, vemos referências ao clássico de Kubrick em Batman O Cavaleiro das Trevas, onde Heath Ledger diz ter-se baseada sua interpretação do Coringa em Alex DeLarge. Em Cães de Aluguel de Tarantino, há duas referências, sendo a abertura do filme em que todos andam em camêra lenta, lado a lado como Alex e seus Droogs e a cena de tortura definida como Stuck in the Middle With You, referindo-se a cena de Singin’ in the Rain. Danny Boyle também faz homenagem em Trainspotting.

Abaixo a abertura do filme, passando-se no Korova Milk Bar, com Alex, Pete, Georgie e Dim apreciando um Moloko Vellocet:

A Clockwork Orange – Intro [HD] – YouTube from Erelf Mode on Vimeo.

E este drink da ficção, torna-se realidade na mão de vários barmans mundo afora, escolhemos 1 das inúmeras receitas para você preparar com seus Drugues [mas sem sair por aí causando ultraviolência, hein!]

Confira a receita:

– 30 ml de absinto
– 30 ml de licor de anis
– 60 ml de licor de creme irlandês
– 150 ml de leite
– 1 colher de sopa de açúcar

Despeje todos os ingredientes em uma coqueteleira com 3 pedras de gelo e agite até a coqueteleira ficar “suada” por fora.

E está pronto para servir, enquanto assiste esse clássico do cinema mundial.

By | 2018-03-05T16:17:50+00:00 março 5th, 2018|[LIQUORFLIX]|0 Comments

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